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11º Encontro da Rede de Estudos Rurais começa com emoção e reflexão coletiva

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Abertura oficial reuniu música, falas institucionais e conferência de Henri Acselrad sobre clima e desigualdades sociais

O primeiro dia do 11º Encontro da Rede de Estudos Rurais iniciou com reencontros, música e muita emoção. A abertura oficial do Encontro recebeu a Orquestra da Camerata Carlos Jehovah do Núcleo Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia de Vitória da Conquista. O grupo, criado em 2007, é um programa do Governo do Estado, vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Social pela Música (IDSM). De forma sensível, marcaram este momento há muito preparado e esperado pela Rede, seus sócios e sócias, e toda a comunidade que se enreda neste coletivo. 

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Orquestra da Camerata Carlos Jehovah do Núcleo Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia de Vitória da Conquista (Foto: Renato Luz/Ascom IMS-UFBA)

 

A mesa de abertura foi composta por Jeandro Ribeiro, Diretor da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional do Estado da Bahia, Jean Fabrício Falcão, Deputado Estadual, Fabya Reis, Secretária de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado da Bahia, representando Jerônimo Rodrigues, Governador do Estado da Bahia, Altemar Amaral Rocha, Professor do Programa de Pós Graduação em Geografia da UESB, Márcio Vasconcelos Oliveira, Diretor do Instituto Multidisciplinar em Saúde, além de Mireya Eugenia Valencia Perafan, atual Presidenta da Rede de Estudos Rurais, que realizaram breves falas para abrir oficialmente a atividade. Em sua fala, Mireya ressaltou o compromisso assumido junto à Rede e a possibilidade que este coletivo proporciona de encontro junto às diversas realidades de injustiças sociais presentes no campo. Além disso, mencionou o quanto o período em que esteve enquanto presidenta da Rede a demonstrou o sentido do fazer coletivo. 

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Autoridades compondo mesa de abertura do Encontro (Foto: Renato Luz/Ascom IMS-UFBA)

Após as falas Henri Acselrad, Professor Titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ministrou a conferência “Emergências Climáticas e (in)justiças sociais: desafios para uma sociedade em crise”. O professor destacou a questão climática como uma discussão, não apenas de climatologistas ambientalistas, mas uma questão que interessa às ciências sociais. Ele enfatizou a relação das questões climáticas e ambientais com a sobrevivência e subsistência de comunidades de pequenos agricultores e comunidades indígenas. “O desafio é como pensar o clima na perspectiva da sociedade, em particular destes grupos sociais que mais sofrem com os efeitos dos eventos extremos, da chamada crise climática”, ressaltou Henri. Ele mencionou a preocupação com forças políticas de grande relevância internacional, como o governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, disseminando perspectivas negacionistas, o que perpetua um contexto de sofrimento às comunidades vulneráveis. “Discutir o clima em um encontro de pesquisadores sobre a vida rural é reunir reflexão, clareza, entendimento para melhor apoiar essas comunidades na resistência a essas forças que as ameaçam, (…) a se defender de um tipo de desenvolvimento predatório que concentra renda, concentra terra, e compromete a existência das maiorias que não são petroleiras, nem mineradoras”, finaliza. 

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Henri Acselrad, Professor Titular do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ministrou a conferência “Emergências Climáticas e (in)justiças sociais: desafios para uma sociedade em crise” (Foto: Renato Luz/Ascom IMS-UFBA).

O encontro continua nesta terça-feira (02/09) com as Mesas “Ruralidades em tempos de emergências climáticas” e “Democratização do acesso à água em áreas rurais”, seguidas pelos encontros dos Grupos de Trabalho e Lançamento de Produções para fechar o dia.

 

Por Julia Saggioratto, assessora de comunicação da Rede de Estudos Rurais.

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