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Rede de Estudos Rurais integra delegação brasileira na COP30 e contribui para agendas climáticas e alimentares

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Entre os dias 10 a 21 de novembro acontece em Belém, no Pará, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima de 2025 (UNFCCC COP30).

Esta é a primeira Conferência do Clima a ser realizada no Brasil, na região amazônica. Durante estes 11 dias serão debatidas medidas decisivas de enfrentamento à crise climática. 

A COP (Conferência das Partes) foi criada como órgão responsável por tomar as decisões necessárias para implementar os compromissos assumidos pelos países no combate à mudança do clima. Atualmente ela é considerada um dos maiores órgãos multilaterais do sistema da ONU (Organização das Nações Unidas) com 198 países participando.

Devido à atuação nacional realizando ações em diferentes regiões do país, além da atuação juntos aos povos e comunidades tradicionais e a afinidade com políticas e instrumentos de mudança do clima, a Rede de Estudos Rurais foi selecionada como uma das organizações da sociedade civil para participar da COP 30 no espaço onde ocorrem as negociações oficiais, reuniões técnicas e eventos paralelos.

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Mireya Valencia Perafan, presidenta da Rede de Estudos Rurais, e Cátia Grisa, integrante do Conselho Consultivo da Rede.

Em parceria com a Rede Penssan, a Rede de Estudos Rurais esteve contribuindo com reflexões e debates sobre segurança alimentar, clima e pesquisa cidadã no dia 11/11 na mesa “A ciência brasileira no enfrentamento da fome e da insegurança alimentar em tempos de crise climática”, com Poliana Palmeira e Ramonildes Gomes (Rede Penssan / UFCG), e no dia 13/11, na mesa “SSAN e clima: construindo uma agenda de pesquisa-cidadã para o Brasil na COP 30”, com Silvia Zimmermann (Rede Penssan / UFRRJ) e Dalva Mota (INEAF / Rede de Estudos Rurais).

Para Mireya Valencia Perafan, na posição de presidenta da Rede de Estudos Rurais, que está participando da COP 30 como parte da delegação brasileira, é uma honra e uma excelente oportunidade para compreender como esses espaços de negociação são construídos. “Mais uma vez, fica evidente que as soluções para a crise climática devem ser diversas, levando em consideração as particularidades territoriais, as vozes e os conhecimentos das populações e, necessariamente, articuladas”. Ela destaca que grupos como a Rede têm muito a contribuir no sentido da presença e capilaridade nos espaços rurais, que são fundamentais para divulgar os resultados de estudos em diversas áreas, essenciais para identificar os desafios relacionados às mudanças climáticas. “Podemos construir novas agendas de pesquisa em rede e convergências que contribuam para a identificação de soluções duradouras, promovendo uma transição rural justa e sustentável”, finaliza.

Na quinta-feira, dia 20/11, Mireya irá participar da mesa “Comunidades resilientes: arranjos sociotécnicos e políticas públicas para a agricultura familiar”, a atividade abordará a construção de arranjos sociotécnicos de base comunitária desenhados para dinamizar economias solidárias na agricultura familiar. No contexto de emergência climática, tais arranjos têm sido efetivos na geração de trabalho e renda e na promoção da resiliência ecológica.

Por Julia Saggioratto, assessora de comunicação da Rede de Estudos Rurais.

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